domingo, 3 de outubro de 2010

A Pedagogia de Jesus

O Olhar de Jesus

Jesus olhava para o que a pedagogia de Jesus

havia de bom no indivíduo.

Há pessoas que só olham para aquilo que de mau existe em seus semelhantes. Assim, tomam uma atitude e tratam de coisas desagradáveis que só podem colher respostas desfavoráveis. Levantam, desse modo, forte barreira e resistência entre eles e a pessoa com quem estão lidando. À miúde se criam mesmo antagonismos e inimizades. Assim agem não poucas vezes pessoas bem intencionadas que sinceramente buscam acertar e ajudar; mas é claro que lhes falta discernimento e também tato. Um colega de ginásio, a quem este escritor levou a Cristo, disse depois de sua conversão: “Eu teria dado este passo há muito se certas pessoas não me tivessem criticado tanto.” Esta tendência de olhar só para os defeitos de nossos semelhantes pode bem, prejudicar a matrícula da classe que ensinamos, pode dificultar nosso ensino e mesmo inutilizar qualquer esforço que fazemos par levar nossos alunos a servir a Cristo, embaraçando bastante o ganharmos nossos semelhantes para Jesus. Pode surgir ela do fato de não termos compreendido bem este ou aquele aluno, como pode ser o resultado duma atitude fria e antipática, e mesmo de falta de tato e simpatia de nossa parte. Pode igualmente ser o resultado do cáustico espírito de crítica. Seja como for, o fato é que essa tendência afasta ainda mais de nós o discípulo nosso e produz mais mal do que bem.

Com Jesus tudo era diferente. De qualquer modo ele sempre enxergava algo de bom e apreciável nos homens. Mesmo lidando com um coletor ladino e sem escrúpulos, ou com uma decaída, Jesus sempre apelava para aquilo que de bom ainda houvesse no íntimo deles, e trazia à tona alguma de suas boas qualidades. E assim tratava Jesus não só aqueles que viviam chafurdados no pecado, mas também os que apenas se mostravam imaturos e inexperientes. Parece-nos mesmo que o Mestre se especializou em apanhar aqui e ali pessoas indesejáveis e desprezíveis para fazer delas caracteres esplêndidos e extraordinários, como fez com os onze.

E isso tudo Jesus conseguiu salientando as futuras possibilidades deles, interessando-se por eles e inspirando-os a prosseguir no bem. “Ele cria que o meio de se criar nos homens fé e confiança é mostrar que temos fé neles; e Jesus nunca se afastou deste grande princípio de tratamento eficiente.” Quando mostrou o que pode conseguir a fé do tamanho duma semente de mostarda; quando disse à adúltera que também não a condenaria, e que fosse, e não mais pecasse; e quando disse a seus discípulos que eles eram o sal da terra, o Mestre Jesus estava implantando neles a confiança e a esperança que os arrastariam a desdobrar seus esforços no sentido de não falharem à confiança que Jesus neles depositava.

Uma das coisas mais importantes que podemos fazer como professores de escola Bíblica Dominical é procurar obter o máximo de nossos alunos. Não existe aluno algum que praticamente seja um caso perdido, sem esperança, pois sempre podemos descobrir nele brilhantes possibilidades. Não há nenhum tão medíocre que não tenha em si alguma qualidade para a qual possamos apelar. Quando alguém perguntou a uma propagandista de voto feminino na Câmara de Boston quem a defenderia duma multidão hostil ameaçadora, ela apontou para o cabeça do motim, e disse: “Aquele cavalheiro me protegerá, e verão como ele me dará a oportunidade de ser ouvida.” E aquele a quem ela chamara de cavalheiro” de fato fez justamente isso, dando-lhe a palavra.

Quando o superintendente da Escola Reformista de Rhode Island soube que um rapaz interno estava planejando fugir para casa, forneceu-lhe a passagem para ir fazer um wek-end com a mãe dele, e lhe disse que esperava que ele voltasse ao internato mesmo quando a mãe e ele dissessem que não o fariam. E o rapaz voltou. A Sra. Jessie Burral Eubank conseguiu em Washington no tempo da guerra uma classe de 1600 moças não-residentes, em grande parte só por apelar para aquilo que elas podiam fazer de melhor, despertando-as com este motor: “Nós queremos ser as especialistas das coisas impossíveis.” Devemos, sim por nossa confiança, nosso otimismo e nossa inspiração contra a dúvida, contra o desânimo, para cobrir as deficiências de nossos alunos e levá-los a atingir o máximo em suas vidas. E só conseguiremos isso quando pudermos ver algo das possibilidades latentes que dentro deles existem.

Fonte:A Pedagogia de Jesus;O Mestre por excelência,Ed Juerp 1ºEdição ,1959,Junho

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Um dos elementos essenciais para a qualificação de um professor é o interesse que deve ter pelo povo e o desejo de servi-lo bem,de ajudá-lo.Sem esta qualidade, o mestre será "como o metal que soa,ou como o címbalo que retine",muito embora conheça bem a Bíblia, o discípulo e os métodos de ensino.Nada pode suprir a falta de interesse pelo bem estar de nossos semelhantes.Saber enfretar uma grande classe,possuir boas estatísticas, ou conhecer de sobejo os melhores métodos de ensino não constituem substituto a´propriado para aquele profundo interesse que devemos ter pelo próximo.

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